domingo, 7 de março de 2010

Carta para uma amiga. - Adaptado por Elizabhett Costa.


Assunto: O meu amor e o meu mais novo King Kong.

Amiga,
Estou aqui, nesse exato momento lhe escrevendo para mandar noticias minhas. Venho através desse e-mail lhe contar sobre a minha primeira semana em Recife, no meu novo emprego. Como você já sabe, fui transferida. Agora são exatamente oito horas e acabei de arrumar as coisas no meu novo apartamento, estou exausta.

Segunda-Feira: Mal cheguei e achei esse lugar maravilhoso. Sem falar no Deus grego que entrou no elevador junto comigo. Cabelos sedosos, loiro, olhos verdes, musculoso... Perfeito! Sem falar naquela boquinha dele (risos), Deus que me perdoe! Lindo era pouco para ele... Estou apaixonada amiga. Peguei o meu celular, fingi que ia ligar para alguém e olhei à hora do nosso primeiro encontro, com certeza todos os dias eu estarei ali defronte ao elevador no mesmo horário, sem nenhum atraso, só para pegar o elevador com o meu príncipe-grego-encantado. Ele saiu do elevador e se direcionou para o andar da engenharia. Ah! Meu engenheiro... Conheci o pessoal do setor, só para não perder contato, todos sem exceção foram muito atenciosos comigo. Ainda bem! Até o meu mais novo chefe, que eu pensei que iria ser um carrasco, tratou-me super bem. Esta cidade é perfeita. Daqui não saio mais. Hoje não tive tempo de ir ao supermercado, por isso comi umas cenouras que tinham aqui, pelo menos até amanhã eu acho que dá para diminuir um pouquinho do meu peso. Amanhã irei ao supermercado comprar algo antes que eu passe fome, morra desnutrida e solteira.

Terça-Feira: Nem acredito amiga! Você não sabe o que aconteceu... Sabe o meu príncipe-grego-encantado? Pronto ele mesmo. Ele olhou pra mim e sorriu, não é o máximo? Mas como eu sou muito "antogilda" nem olhei se quer nos olhos dele. Que merda! Faltou o olho no olho, que nem nos filmes da Barbie. Fiquei o tempo todo no elevador sem levantar a cabeça, olhando pros meus sapatos... Eu sou uma idiota! Acho que ele se sentiu humilhado e rejeitado ou você acha que ele percebeu que eu sou super afim dele? Passei o meu tempo no trabalho pensando nisso, mas eu já tenho a solução... Tenho que emagrecer! Regime total! Olhei-me no espelho hoje pela manhã e percebi que estou com certa saliência ao redor dos meus quadris. Estava pensando em comprar aquela revista que você me indicou SOS da gordura. Fui ao supermercado e advinha quem eu encontro? Ele mesmo... Aff! A primeira coisa que fiz foi me esconder, porque se não ele iria acabar achando que eu estava perseguindo-o. JAMAIS! Se bem que seria muito bom saber os locais que ele frequenta. Acabei comprando umas coisinhas leves em outro supermercado, só para ele não me vê. Comprei: biscoitos diet, legumes, chás, chocolates light e sucos naturais. Eu estava pensando em fazer a dieta do C, comprar todo tipo de legumes com C, mas não deu certo. O único legume que eu conheço com C é cenoura, e eu nem sei se é legume. Você sabe? Se souber me diz... Ou então... Deixa pra lá!

Quarta-Feira: O meu dia não começou muito bem. Que dor-de-cabeça! Vai vê é a dieta que está fazendo “efeitos”, espero que sejam positivos. Talvez a dor que estou sentindo seja por causa da alface e do biscoito que comi antes de dormir. Pesei-me, emagreci duzentos gramas. AVANÇO!Quero emagrecer quatro quilos até o fim de semana, porque desse sábado o meu príncipe-grego-encantado não escapa. Ah! Acabei descobrindo o nome dele... Douglas, nome de príncipe mesmo, não é? Também achei. Como descobri? Ah! É uma longa estória... Mas eu resumo para você... Descobri com a secretaria dele – fiz amizade com ela – Cheguei como alguém que não quer nada e perguntei discretamente poucas informações, ela me deu algumas,tais como: Soube que calça 43, separado há um ano, não tem pirralhos – ainda bem –, mora sozinho, super-hiper-mega-power-educado... Entre outras coisas que não me recordo. Hoje foi o dia que eu fiz o primeiro contato com ele – fiquei imaginando a minha cara de retardada ao sorrir para ele quando entrei no elevador – Para a minha felicidade ele retribuiu com um lindo sorriso de contar os dentes... Tão romântico! Mas ainda continuo achando que eu fiz uma cara do tipo “Oi! Eu sou um ET e esse é o meu primeiro contato com a terra”. Aff! Enfim... Pelo menos fiz o meu primeiro contato. VIVA AO AVANÇO!(risos). Tenho que fazer algo para agarrar ele logo. Como faço amiga? Não posso parecer vulgar. Isso nunca. Jamais. NO, NO, NO! Comprei um vestido super-hiper-mega-power- discreto, vermelho, quatro números menores que o meu e o melhor, estava na promoção.

Quinta-Feira: AI! Estou pulando de alegria... Ele me cumprimentou quando eu entrei no elevador. Feliz! Feliz! Hoje estou assim, super-hiper-mega-power-feliz! Ele me perguntou se eu era a arquiteta que foi transferida de São Paulo e eu com uma cara de vegetal respondi: “Umrum”... Douglas, o meu príncipe-grego-encantado, perguntou-me se eu estava gostando da empresa, novamente respondi: “Umrum”. Aí ele disse: Está gostando de Recife? A estúpida (eu), respondi: “Umrum”. Meu Deus! Eu não estava conseguindo falar nada. Ele tentou prosseguir com a construtiva conversa: Você sabe falar outra coisa além de “Umrum”? E eu respondi: “Ãram”. Ajude-me! Você acha que eu fui muito evasiva? Falei o necessário ou deveria ter falado mais? Você acha que eu fui muito monossilábica? Ai, amiga! A paixão faz essas coisas... Mas como já lhe disse esse fim de semana ele não me escapa. Vou chegar até ele e pedir para me mostrar TODOS os pontos turísticos dessa belíssima cidade. E para piorar a situação estou morrendo! Minha cabeça não pára de doer. Aff! Estou determinada a quebrar meu regime só por hoje. Vou fazer uma sopa de legumes. Espero não engordar muito.

Sexta-Feira: Pânico! Esta é a palavra certa PÂ-NI-CO. Comi no jantar até não querer mais. Que absurdo! Não sei pra que eu coloquei todas aquelas beterrabas e cenouras. Agora estou com "gastrofobiaintestinal" (não consigo sair do banheiro). Arruinei minha vida social-psicológica. Eu não posso deixar de trabalhar, por isso fui mesmo com o tal imprevisto que eu já citei e não quero repeti-lo, causa certa vergonha, sabe? Sai de casa parecendo uma bomba pronta para explodir. A cada passo era uma flatulência diferente, não estava aguentando. Ai! Amiga isso dá vergonha de contar, mas eu sei que você me entende, e, é para você que conto todos os meus segredos, então, vou lhe contar tudo que aconteceu, nesse dia de sexta-feira. Tudo foi tão terrível! Estou com vontade de me atirar pela janela...
Quando peguei o ônibus para ir trabalhar, cada degrau que eu subia era um pum. Nem eu estava suportando... Ai amiga! : /
Teve um idiota que gritou: “Peidar até pode, mas jogar merda na cara da gente... Que sacanagem!”. Para a minha sorte uma mulher gorda foi apontada como a responsável. Coitada! Todo mundo virou para olhar para ela e acusar a pobre gordinha de peidona. Ele parecia um camaleão, mudava de cor constantemente (consequência da vergonha), Ficou verde, amarela, vermelha, roxa, todo tipo de cor que você imaginar... E eu? Aproveitava cada mudança de cor para soltar os meus gases mal cheirosos. O pior, eu acho, seria se eu tivesse que prender... Fiquei com medo de sair um pum barulhento, na certa todos iriam saber que foi eu.
Quando desci do ônibus tinha um senhor de idade na minha frente, e na frente dele um homem... Foi ai que eu aproveitei para solta mais um. Quando eu estava mais adiante escutei quando o senhor de idade disse pro rapaz “Meu filho, você não tem vergonha de soltar esses negócios horrorosos e fedorentos não? Nem o meu fede tanto assim”.
Cheguei ao meu trabalho decidida a subir os quarenta e oito degraus até o meu escritório. Nem o meu príncipe-grego-encantado eu queria vê. COMO É DIFICIL SER EU! Que azar o Douglas viu que eu estava entrando e ficou segurando a porta do elevador para que eu entrasse no mesmo. Eu não sabia se resistia a tentação de entrar no elevador e subia as escadas mesmo, ou se eu entrava e fosse o que Deus quisesse. Como eu não me decidia ele me puxou e apertou o botão do meu andar. Fique mais aliviada ao saber que já estava chegando o meu andar... Meu Deus! O elevador deu um solavanco, as luzes se apagaram e o elevador parou. Que AZAR! As luzes de emergência rapidamente se acenderam. Douglas sorriu para mim (como se ele soubesse que eu não resisto aquele sorriso) e disse que era a bruxa da sexta, que tudo iria ficar bem logo, logo. O pior não foi nada... Eu estava ficando cada vez mais preocupada com a dor na minha barriga. Definitivamente hoje não é o meu dia.
AMIGA, foi horrível... Eu tentei prender, juro.
Abaixei-me rapidamente e fiquei tentando aspirar ao peido. Você deve está imaginando... Como é se abaixar e tentar disfarçar o mau cheiro para que o homem mais lindo do mundo não perceba que você peidou?HORRIVEL!HORRIVEL!MIL VEZES HORRIVEL!Ele viu que eu estava desesperada, se sentiu o odor eu não sei. Quando a catinga passou eu voltei a respirar normalmente. A minha desculpa foi dizer que eu era claustrofóbica. Até aí tudo estava bem, comparado ao que vou lhe contar agora... Ele me ajudou a levantar. Mal levantei já soltei outra potente flatulência. Foi PIOR que a anterior, e eu não tive desculpa. Douglas sentiu o mau cheiro, ficou uma espécie de verde-lodo misturado com amarelo-mustarda. Dessa vez eu sentei no chão do elevador e fiquei lá tentando prender o mau feitor, o pum. Ele se afastou de mim e começou a olhar pro teto do elevador. Fiquei imaginando o que ele estava pensando de mim naquele momento. E eu? Amiga, fiquei olhando para os lados, como se estivesse buscando donde veio aquele fedor terrível. Enquanto ele estava lá no cantinho dele, afastado de mim, eu soltei mais outro. O meu amor ficou desesperado. Perdi o meu príncipe-grego-encantado. Douglas não parava de apertar o botão do andar dele. Como se isso fosse adiantar. Ele bateu na porta, gritou, e eu lá só nas flatulências. Tudo que eu queria era que a minha "gastrofobiaintestinal" parasse. Eu já não aguentava mais ficar abaixada fazendo respiração cachorrinho para tentar acabar com aquele trágico odor. : / Aff!
Ele ficou mais calmo quando o odor passou. Comecei a chorar. Estava morta de vergonha. O meu príncipe-grego-encantado-cheira-peido me viu chorando, enxugou meus olhos e disse: “Os meus olhos estão ardendo mais que os seus...” Pensei que ela fosse ser mais sentimental, ou até romântico. Talvez ele me desse um beijo no meio de toda aquela situação desesperadora e me dissesse que estava tudo bem, e que isso é normal, mas não. Não foi isso que ele disse. Aquilo me magoou profundamente. Pensei: “Ah é seu óvulo-não-fecundado? Então acabou a respiração cachorrinho...”
Depois disso, no primeiro ele cobriu o rosto com o paletó.
No segundo, tampou o nariz.
No terceiro, não aguentou e abriu a boca pra respirar, no quarto, ele ficou azulado até ficar roxo.
No quinto, me sacudiu pelos braços e berrou: "Mulher! Pára de se cagar!". Depois disso ele só chorava. Chorou como um bebê até sermos resgatados, seis horas depois.
Entrei no escritório e pedi minha transferência para outro lugar, de preferência outro País.
Ah! E depois que sai do elevador a minha gastrofobiaintestinal melhorou completamente.

E sem falar no meu fim de semana que boiou!

PS: Apague este e-mail depois que você ler, está bem?
Sua amiga, Carolinna.

*Esse texto é uma adaptação feita por mim, em cima de um texto que encontrei na internet há muito tempo (não sei o nome do autor). Só o que fiz foi colocar idéias minhas, mudar a maneira de como foi escrito, colocar algumas palavras e expressões estranhas (risos) e aumentar o ponto da história.
Quem conta um conto aumenta um ponto...

quinta-feira, 4 de março de 2010

Feita pro amor da cabeça aos pés. - Elizabhett Costa.

Falar de amor é algo indefinido, pois o amor pode ser sentido de várias formas por diversas pessoas.
O mais interessante nisso tudo é que falamos de amor o tempo todo, sem ao menos conhecê-lo; até porque de fato não o conhecemos ao certo, apenas sentimos e pronto. Eu só faço apenas um apelo: Não diga eu te amo sem amar. Isso pode machucar a pessoa que realmente te ama. Porque dizer eu te amo não é como dizer bom dia.
Amor é algo que construímos pouco a pouco. Seja lá amor de amigos, conjugal, familiar... É necessário conhecer um pouco a cada dia para amar mais, mais e mais... Até a convivência gerar certa dependência. Não que o amor seja um sentimento dependente, apesar de que sem o amor nada seriamos, mas a dependência que falo é aquela do tipo que você encontra na felicidade do outro a sua felicidade, é quando paramos de ser um pouco egoístas e passamos a pensar mais no ser amado. E vale ressaltar que é sempre bom não depender do sentimento alheio, pois tudo em excesso é prejudicial. Mas voltando a magia da idealização do amor perfeito...
Aposto que você sabe aqueles sintomas, que nós sentimos quando se está amando. Aqueles mesmos sintomas que nos fazem queimar por dentro só em pensar na pessoa amada.
É tão bom sentir o amor em nossas veias, saber que talvez aquela pessoa que está ao seu lado seja o grande amor que Deus reservou-lhe. Oh! O amor...
O melhor é aquele amor que ultrapassa anos e ainda está ali, naquele sorriso. É o que chamamos de amor incondicional – quero um desse pra mim – Sei que amores como aquele são poucos, mas tenho esperança que ainda existam.
Às vezes nos apaixonamos por um sorriso, um olhar, um abraço, ou até mesmo, por um cheiro que nós nunca esquecemos. Sonhamos com os momentos mais lindos com o nosso amor, seja lá real ou platônico. O nosso coração bate mais forte, às mãos suam frio, o nosso olhar fica impenetrante e o sorriso irradiante, quando estamos do lado da pessoa que amamos.
Mas se me pedissem para definir o amor eu diria que é uma emoção onde não existe conceito, receita e muito menos prescrição, basta chegar, olhar, sentir e nunca mais largar, ou seja, é indefinido.